Eu vou ler esse poema
Porque minha memória é fraca e
desconexa
Porque meu improviso já desabou em
tantas falhas
E o sentido sempre distorcido
Sempre sem sentido
O que abro aqui é meu coração de
papel
E o poeta só escreve porque não sabe
dizer
Conhecedor das palavras
Não sabe dizê-las
Sabedor de que o que se diz não é o
que se entende
Não é o que se sente
Haveria muito mais silêncios aqui
Se entendêssemos melhor que nunca
somos compreendidos
Não importa quantos gritos
Não importa quantos gritos
Não importa nossos sussurros
Não importam quantos gritos
II
Aqui não há beleza, há gritos
Não vou dizer a alegria
Nem descrever a beleza
O que tenho é um prato cheio de
tristeza
Do que é feio
Cheio de verdades duras
Saí pelos corredores e entrei no
quarto
Um pai morto
Lâminas afiadas e pulsos cortados
Despedidas
O beijo é o ultimo antes da partida
Uma oração em vão contra um céu vazio
Somos falhas e discursos vazios
Somos desencontros
Almas gêmeas e palavras erradas
Covardias
Somos deus, somos nada
Sobreviventes das cinzas
Raízes semeadas no vazio
Talvez por isso mais fortes
Mas talvez por isso mais covardes
Por: Wesley in Chains
Por: Wesley in Chains

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