domingo, 19 de agosto de 2012

Decisão



O que é aquilo?
Um papel!
Um poema?
Corre, apanha, esconde e rasga
Queime em fogo alto, não deixe vestígios

Não, isso é exposição demais
São ossos descobertos de minha fratura exposta
É exposição dos meus sentidos ainda que em linhas tortas

Posso ate disfarçar de métrica, mas lá estou
Então corro e rasgo
Sim, sim
 Vou rasgar todos
E que nenhuma memória os lembre

Então, Grito-os aos ventos
E meu grito é alto
Garganta arranha seca
Secamente disseco meu cadáver
E cada vez que me escuta tens um pedaço de mim

E digo, com as mãos, palavras e olhos
Mais do que devia
Todo o poema se dirige a uma intenção ainda que não exposta
E a minha proposta é que os queime
E assim, não dito, a vida passa, nada feito
Não expõe jamais tua cara
Nenhum poder chega ao teu esconderijo
Queime-os todos
Queime-os
Você mesmo
Que na verdade sou eu
Queime-os
Sem riscos

Mas em papel exposto ao público
E em face dada a tapa
É mais um que chega ao fim

Por: Wesley Grunge

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