quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Declaração do Amor Confuso



Explicar, tornar claro e cognoscível
Eis que nosso encontro é sempre em matéria confundível
Disse que disse o que não queria dizer
Fazer-me entendido ainda sem entender

Eu gosto mesmo é do sorriso bobo
Sempre quase se desculpando por si mesmo  
E eu não sei o sentido do teu desejo
Mas observo cuidadoso

O encontro é seleção de movimentos errados
Ou seriam certos? O que é certeza? Do que estou falando?
Já nem sei onde estou. Ou sei?

Ah, sim , sim
Nosso encontro, que deveras desencontro
Dificilmente planejado ainda que desejo
É um abraço de forma errada
Palavras erradas e correções e repetições
Tudo junto como num redemoinho
Tudo confundir-se, tudo embaraça

E vou lembrar dos teus abraços, ou talvez mais do sorriso
Ou talvez mais dos meus erros
Burro, burro, burro
Esqueci de te contar o que havia para ser contado

Todo o sentimento do mundo
Num rapaz que se chama estrago
Num encontro que se chama embaraço
Num desejo que se acha verdadeiro
Num espontâneo tentado a ser ensaiado

Embaraçosamente chego ao fim sem ter terminado
Falando sem parar
Mais rápido, mais louco, mais sóbrio, mais claro, ou não
E chegamos enfim ao fato, concreto e coerente de que
Com certeza e com clareza nenhuma da medida das coisas ou das palavras
Eu penso que quero, eu quero, tipo assim quero, tipo assim desejo
Daquele jeito, forma, ou maneira, ou sei lá o que

Ah sim, lembrei aquela frase dita nos filmes e desenhos animados
E em produtos vendidos em supermercados
eu te amo

Por: Wesley Grunge



Nenhum comentário:

Postar um comentário